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12/04/2019 - 12h59Apac será tema de reportagem de programa da TV GloboMatéria irá ao ar no Caldeirão do Huck em 20 de abril

“Esta é a única prisão da qual não tive vontade de sair. A Apac é um milagre.” Essa foi a mensagem que Charles Colson, fundador da Prision Fellowship International (PFI), deixou quando visitou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de São José dos Campos, há alguns anos. Nas Apacs, os recuperandos aprendem e desenvolvem ofícios como o de barbeiro A PFI é uma organização não governamental que atua como órgão consultivo da ONU em assuntos penitenciários. Colson foi preso e condenado a três anos de prisão, nos anos 1970, por envolvimento no escândalo Watergate, que levou à renúncia do presidente Nixon. O trabalho desenvolvido pelas Apacs, que impressionou Charles Colson, será tema de uma das reportagens que irão ao ar no programa Caldeirão do Huck que será exibido no próximo dia 20 de abril, na TV Globo, às 16h. A equipe do programa esteve em janeiro na Apac de Itaúna – a primeira unidade criada em Minas Gerais –, quando conheceu a infraestrutura do espaço, a metodologia adotada e conversou com juízes e recuperandos. Humanização das penas As Apacs são uma aposta na recuperação do ser humano que cometeu um crime. Em lugar de presídios com seus muros altos, cercas de arame farpado e presos ociosos abarrotando celas, entra em cena o Centro de Recuperação Social (CRS), espaço onde a metodologia apaquiana ganha vida. Em vez de grandes complexos e pavilhões com milhares de presos, há espaços com capacidade para abrigar em média 200 pessoas. Nas Apacs, as pessoas privadas de liberdade são chamadas de recuperandos. Não há vigilância armada nem a presença de policiais – a lógica é que recuperandos cuidem de recuperandos. E, algo impensável nos presídios convencionais, os presos têm a chave da própria cela. Mas a disciplina é rígida, com horários determinados para acordar e se recolher, e todos devem trabalhar, estudar e participar de cursos de capacitação. Os detentos ficam com as chaves das próprias celas e as atividades são diárias As unidades são assessoradas e fiscalizadas pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) e têm sido disseminadas pelas persas comarcas de Minas por iniciativa, em especial, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio do Novos Rumos, braço do Judiciário mineiro responsável por programas que têm como foco a humanização do cumprimento das penas privativas de liberdade. Existem hoje, no País, 51 Apacs, espalhadas por seis estados brasileiros; 39 delas encontram-se em Minas. As Apacs já foram tema de quatro reportagens especiais do Plural TJMG. Confira as matérias: Humanizar a pena e recuperar o condenado, Restaurando vidas, Fragmentos de Vida dentro de uma Apac  e Recomeço.
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