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10/04/2019 - 19h24Sentença de ex-policial só será conhecida amanhãPrevisão de nove horas para o debate motivou a juíza a suspender a sessão

A juíza Myrna Fabiana Monteiro Souto, do 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, determinou às 18h30 dessa quarta-feira, a suspensão do julgamento de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e de Antônio Osvaldo Bicalho, até amanhã, quinta-feira, quando terá início o debate entre acusação e defesa. Juíza Myrna Fabiana Monteiro ouve o ex-policial Bola, acusado de matar motorista O julgamento, marcado para 8h30 de hoje, começou com mais de três horas de atraso, porque uma testemunha considerada essencial não estava presente. A juíza então determinou que ela fosse localizada e conduzida ao fórum para dar início à sessão. Após ter interrogado o acusado de ser o mandante e também o ex-policial, acusado de executar o crime, a juíza Myrna Fabiana Monteiro Souto decidiu suspender a sessão até a manhã de quinta-feira, considerando que os debates, por serem dois réus, podem chegar a nove horas de duração. Myrna Fabiana Monteiro determinou que os jurados fossem levados para um hotel, onde ficará garantida a incomunicabilidade deles. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como “Bola”, é acusado, juntamente com o comerciante Antônio Osvaldo Bicalho, do homicídio de um motorista em julho de 2009, no Bairro Juliana, região norte da capital. A sessão Na tarde de hoje, foram ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa, entre elas um amigo da vítima que presenciou o crime, a companheira da vítima, e policiais que participaram das investigações. Em seguida, os dois acusados foram interrogados, separadamente. Marcos Aparecido, o Bola e Antônio Osvaldo enfatizaram que não se conheciam antes de serem acusados do crime.  A defesa dos réus sustenta a tese de que a acusação é uma retaliação ao ex-policial Bola, motivada por desentendimentos entre ele e o delegado que investigou a morte de Elisa Samúdio, ex-namorada do goleiro Bruno. Bola foi condenado em 2013 e cumpre pena pelo desaparecimento e morte da jovem. O desentendimento teria acontecido quando o ex-policial e o delegado se conheceram na Academia de Polícia Cívil. A acusação, por outro lado, afirma que a testemunha presencial reconheceu o ex-policial como executor do crime, um ano depois, ao ver sua imagem na televisão. Depois disso, ligou para a delegacia. Essa testemunha mudou seu depoimento hoje, dizendo  ter apontado o ex-policial por considerá-lo parecido com a pessoa que efetuou os disparos e também com medo de que o verdadeiro autor o procurasse e o matasse. O crime De acordo com a denúncia do Ministério Público, o motorista foi abordado e cumprimentado pelo ex-policial que, ao identificá-lo, atirou para matar e fugiu. Ainda segundo a denúncia, Bola estava a mando do comerciante Antônio Osvaldo Bicalho, desejoso de vingar a traição de sua mulher com o motorista. O crime aconteceu no Bairro Juliana, em 2009. Os dois supostos autores do crime foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, mediante promessa de recompensa e com dificuldade de defesa para a vítima. Processo nº 0024.09.661.637.0
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